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Sol – Efeitos da radiação ultravioleta

O sol é indispensável à vida, protege nosso sistema imunológico, estimula a produção da vitamina D pelo organismo e influencia até o nosso humor.
Na medida certa, ele deixa a pele menos úmida, evitando a proliferação de bactérias e fungos.
No entanto, os efeitos da exposição solar exagerada ou sem a proteção adequada são cumulativos e, por isso, não aparecem de imediato, exceto a vermelhidão característica. Com o tempo, a pele perde sua capacidade de regeneração e há uma deterioração das fibras elásticas – surgem as manchas, a vermelhidão, o ressecamento e as rugas precoces.
Mais preocupante ainda é o risco de desenvolvimento do câncer de pele, muito prevalente em países tropicais.
Os raios ultravioletas são os principais produtores de radicais livres na epiderme e derme, alteram as fibras de colágeno, modificam o funcionamento do sistema imunológico cutâneo e podem gerar alterações na estrutura química do DNA (UVB) aumentando o risco de câncer de pele.
Apesar do bronzeamento ser considerado bonito ele representa, na verdade, uma agressão: durante o bronzeamento os raios ultravioleta estimulam a liberação de radicais livres que aceleram o envelhecimento cutâneo e o aparecimento de manchas.
O bronzeamento nada mais é que uma reação inflamatória na pele – os raios ultravioleta deixam a pele vermelha e edemaciada (levemente inchada). Para se proteger, ela produz mais células tornando-se mais espessa.
A seguir, os tipos de câncer de pele e cuidados preventivos que devem ser incluídos em sua rotina diária.
•    Carcinoma basocelular – é o mais frequente, mas limita-se à pele, não havendo risco de disseminação. Surge principalmente na face, após os 40 anos, e está associado à quantidade de radiação UV recebida ao longo da vida. O tratamento é cirúrgico com bom resultado.
•    Carcinoma espinocelular – é menos comum do que o basocelular. Surge nas áreas constantemente expostas ao sol, como o nariz. Embora rara, pode ocorrer metástase. Na maioria dos casos é curado com cirurgia.
•    Melanoma – 5% de todos os tipos de câncer de pele. É o mais grave em razão do risco de metástase e alta taxa de mortalidade. O tumor se desenvolve devido a alterações dos melanócitos, células que produzem o pigmento que dá cor à pele, por isso são lesões escuras.


O risco de desenvolver esse tumor aumenta em pessoas que tiveram muitas queimaduras de sol na infância e história familiar de melanoma; pele e cabelos claros, sardas e presença de muitas manchas de pele são outros fatores que podem influenciar.
Fique atento! – Sempre que uma mancha ou sinal de pele apresentar alteração de cor, aumento de tamanho, sangramento, coceira e inflamação deve-se procurar um médico.
O diagnóstico do câncer de pele é feito por meio de biópsia, na qual é retirada a lesão ou parte do tecido para análise (exame histopatológico).
Felizmente, é possível prevenir o câncer de pele assumindo diariamente alguns cuidados, mesmo em dias nublados ou chuvosos.

•    Escolha um protetor solar com fator de proteção (FPS) adequado ao seu tipo de pele: para as peles brancas é recomendado o FPS 30 e FPS 15 para as morenas.
•    Na praia ou na piscina, o FPS deve ser no mínimo de 30. Deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar, reaplicando em intervalos de 2 a 4 horas e após cada mergulho, sempre em camada espessa.
•    Alguns protetores solares são oferecidos em tonalidades variadas, como se fossem bases cosméticas, tendo dupla ação. Já os produtos de maquiagem que contêm filtro solar, como corretivos e pó facial oferecem apenas uma proteção complementar, mas não dispensam o fotoprotetor.  
•    Procure ir ao sol até as 9h30 ou depois das 16horas. Entre 10 e 16 horas a alta incidência de UVB deixa a pele vermelha.
•    Mesmo em peles mais resistentes e morenas, a exposição solar deve ser lenta e gradual, sempre com uso de fotoprotetores.
•    No verão é comum aparecerem novas manchas ou piorarem as existentes. Um cuidado essencial é evitar manusear frutas cítricas, como limão, laranja e tangerina ao sol – elas causam manchas na pele.
•    O sol não acelera a cicatrização cutânea; ao contrário, favorece o escurecimento de lesões inflamadas e cicatrizes recentes, dificultando seu tratamento.
•    Peles acneicas devem usar FPS oil free ou em gel – a exposição solar aumenta a secreção sebácea e a espessura da epiderme, com obstrução dos poros.
•    Manter uma adequada hidratação cutânea, com ingestão diária de cerca de 2 litros de água, ajuda a eliminar impurezas e protege a pele de agressões externas.
•    Alimentação rica em betacarotenos (cenoura, beterraba, couve, abóbora) e vitamina C (laranja, acerola, brócolis) auxilia na elasticidade cutânea, diminuem os efeitos nocivos do sol e aumentam a imunidade.
•    Após o sol, se a pele estiver vermelha ou desidratada, intensifique o uso de um hidratante com ativos a base de uréia, cânfora e aloe vera.